Crianças e adolescentes · Goiânia
Psiquiatria da infância e adolescência
Procurar avaliação em saúde mental para uma criança não é um diagnóstico antecipado nem um rótulo. É a forma de entender o que está acontecendo — e, muitas vezes, de descobrir que o que preocupava tem explicação e caminho.
Antes de decidir
Não é sobre gravidade. É sobre entender.
Muitas famílias adiam a consulta em psiquiatria infantil por receio do que a palavra representa. Adiar, porém, costuma custar tempo de escola, de convivência e de autoestima da criança — justamente na fase em que a intervenção tem mais efeito.
Uma avaliação psiquiátrica na infância é, antes de tudo, uma investigação: o que da queixa é próprio da fase, o que é temperamento, o que é resposta ao ambiente e o que é quadro clínico que se beneficia de tratamento. Conclusões diferentes levam a condutas diferentes — e várias delas não envolvem medicação.
A criança também não sai da consulta com um rótulo. Sai com uma leitura do que está acontecendo, e a família sai com um plano.
Quadros atendidos
O que costuma trazer uma família ao consultório
TDAH
Desatenção, inquietude e impulsividade que aparecem em mais de um ambiente — casa e escola — e atrapalham o aprendizado ou as relações.
Saber maisTranstorno do espectro autista
Avaliação diagnóstica, acompanhamento e manejo de sintomas associados, como ansiedade, irritabilidade e dificuldades de sono.
Saber maisAnsiedade
Medo excessivo, recusa escolar, preocupação constante, queixas físicas sem causa clínica, dificuldade de dormir sozinho.
Saber maisAlterações de comportamento
Irritabilidade persistente, explosões de raiva, oposição e desafio recorrentes que fogem do esperado para a idade.
Transtornos alimentares
Restrição alimentar, compulsão, preocupação excessiva com peso e corpo — quadros que costumam começar na adolescência.
Humor na adolescência
Depressão, oscilações intensas de humor, isolamento, perda de interesse e automutilação.
Dificuldades escolares
Queda de rendimento, dificuldade de concentração ou de aprendizagem que persistem apesar do esforço da criança.
Sono
Insônia, dificuldade para iniciar o sono e sonolência diurna — frequentemente ligadas a outros quadros e muitas vezes subestimadas.
Qual especialidade procurar
Neuropediatra, psicólogo ou psiquiatra infantil?
É a dúvida mais comum antes da primeira consulta — e a resposta honesta é que as três atuações se encontram com frequência.
Neurologia infantil (neuropediatria)
Epilepsia e convulsões, atrasos motores, cefaleia, doenças neuromusculares e investigação neurológica do desenvolvimento.
Psiquiatria da infância e adolescência
Comportamento, humor, ansiedade, atenção, sono, alimentação, relações e desenvolvimento emocional. Avaliação e tratamento medicamentoso quando indicado.
Psicologia
Psicoterapia, avaliação neuropsicológica e acompanhamento continuado do funcionamento emocional e cognitivo.
Em TDAH e no transtorno do espectro autista, neurologia e psiquiatria infantil se sobrepõem de forma legítima: ambas avaliam, e o encaminhamento entre elas é parte da boa prática. Já queixas de humor, ansiedade, comportamento e relações são o terreno próprio da psiquiatria da infância e adolescência.
Perguntas frequentes
Dúvidas das famílias
- Meu filho precisa de neuropediatra ou de psiquiatra infantil?
- Depende do que motivou a busca. A neuropediatria concentra-se em quadros neurológicos, como epilepsia e atrasos motores. A psiquiatria da infância e adolescência atua em comportamento, humor, ansiedade, atenção e desenvolvimento emocional. Em TDAH e autismo, as duas especialidades avaliam e frequentemente trabalham juntas.
- Levar meu filho ao psiquiatra significa que ele vai tomar remédio?
- Não. A consulta começa por uma avaliação, e nem todo caso tem indicação de medicação. Muitos quadros são conduzidos com orientação à família, apoio escolar e psicoterapia. Quando o medicamento é indicado, a decisão é discutida com a família antes.
- Com que idade uma criança pode ser avaliada?
- Não existe idade mínima. Quando o comportamento, o sono, o humor ou o desenvolvimento preocupam a família ou a escola, a avaliação é útil em qualquer idade. Em crianças pequenas, boa parte do trabalho é feita junto aos pais.
- Como é a primeira consulta de uma criança?
- É mais longa que os retornos. Envolve conversar com a família sobre a história do desenvolvimento, gestação, sono, alimentação, escola e relações, além do contato com a criança. Relatórios escolares e avaliações anteriores ajudam bastante.
- A escola pode participar do acompanhamento?
- Sim, e costuma fazer diferença. A escola observa a criança em um contexto que a família não vê. Relatórios de professores e coordenação são material clínico valioso, principalmente em quadros de atenção e aprendizagem.
- Qual é a diferença entre psicólogo e psiquiatra infantil?
- O psiquiatra é médico: avalia, diagnostica, investiga causas clínicas e pode prescrever. O psicólogo conduz a psicoterapia. Em crianças e adolescentes, os dois trabalhos costumam ser complementares e, com frequência, caminham juntos.
Avaliação com registro na especialidade
O RQE 13317 é o registro formal em Psiquiatria da Infância e Adolescência junto ao Conselho Federal de Medicina.
MÉDICA · CRM-GO 16006 · RQE 11832 · RQE 13317